Havia na minha rua um senhor, que transportava no seu semblante um risinho que não era, nem sorriso, nem riso. Por isso foi apelidado de: José-Não Será.
O ser ou não ser: Seja aquilo que for, é necessário que o riso seja sorriso e, vice versa. Um sorriso que só nos mostra a linha incolor que separa o lábio superior do inferior, não transmite nem crédito, nem confiança, não tem transparência, não dá para acreditar.
É esta a imagem que retenho do atual líder do PSD.
Não transmite confiança, a credibilidade do que vem propondo aos portugueses, no contexto das propostas avulsas que apresenta, tem um tom acinzentado, cheiram a mofo.
Sr. Monte Negro, diga-nos com clareza, qual o seu modelo de SNS, que tem para nos propor?
Sr. Monte Negro, diga-nos com clareza, qual o seu modelo de Escola Publica, que tem para nos propor?
Sr. Monte Negro, diga-nos com clareza, qual o seu modelo de S S, que tem para nos propor?
Sr. Monte Negro, diga-nos com clareza, qual o seu modelo de económico, que tem para nos propor?
Será que mantém os mesmos modelos e práticas que defendeu com o seu chefe Passos Coelho?
Provavelmente são para manter tal como mantém o seu risinho, que não chega a ser sorriso, pois não é para acreditar em 2026. Consigo nem em 2030 haverá PSD no Poder.
Ouvi as várias palestras da Universidade de verão do PSD. Questiono: Se isto é a U de Verão; o que seria se a mesma fosse de inverno.
Lembra-me uma metáfora que li em África, inscrita na empena de uma casa em construção, inserida num bairro, cujas construções não se consolidavam nunca mais.
(SE DEUS É POR NÓS, O QUE SERIA SE FOSSE CONTRA NÓS?)